CIRSAN-LBA

3. Metodologia e Estratégia de ação


      A região de Santarém tem diversos tipos de uso do solo definindo diferentes ecossistemas. Várias pesquisas do Projeto LBA são realizadas nessa região o que permitiu que a campanha do CIRSAN se apoiasse no que já existe e apenas complementasse as medidas já existentes. A Figura 3 mostra o esquema de medidas na região.

Figura 3 - Região de Santarém nas proximidades da confluência entre os rios Tapajós e Amazonas. Estão indicados os diversos sítios dos projetos financiados pela NASA/LBA Ecologia. Estão indicados, ainda, locais de coleta de dados por estações automáticas de superfície e sodar, e lançamento de radiossondagens e balão piloto. As imagens de satélite com alta resolução como a da Figura 1 (vide iten 2. Objetivos e Metas), para a região de Santarém, já são rotineiramente armazenadas, no visível e infravermelho, no Laboratório MASTER do IAG/USP

     Utilizando a infraestrutura disponível no IAG/USP, no INPE, na UFSM e na UFPA, já utilizada em outras campanhas, foi instalada um centro de lançamento de radiossondagem na Estação Meteorológica de Belterra, pertencente ao INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), onde foram realizadas radiossondagens com intervalo de tempo de 3 horas ou 6 horas (vide Tabela 1). Lançamentos de balão piloto ocorrem em Pindobal e Boim. Também houveram lançamentos de balão piloto em Belterra após o término da operação dos sítios de Boim e Pindobal (vide Tabela 1). As equipes de balão piloto e radiossondagem constituíram-se de estudantes da USP, UFPA e UFSM e técnico do INPE. Dois sodares foram instalados, um no aeroporto de Santarém e outro em Belterra, porém este último entrou em operação somente na última semana do experimento. Todos os dados estão disponíveis nesta página.


     As simulações numéricas serão realizadas com o modelo RAMS (Regional Atmospheric Modeling System, Pielke et al., 1992) instalado na USP. Serão feitas simulações com três grades: grade 1 com 16 km de resolução e 50 x 50 pontos; grade 2 com 4 km de resolução e 80 x 80 pontos e grade 3 com 1 km de resolução e 100x100 pontos; todas centradas nas proximidades de Santarém. A resolução vertical será maior na grade 3 partindo de 50 m nas proximidades da superfície e aumentanto de um fator de 20% a cada nível até chegar a uma resolução de 1000 m, mantida nesse valor até o topo do modelo localizado à 18 km de altura. Para inicialização do modelo e para suas condições de contôrno serão utilizadas reanálises de mesoescala forçadas pelas análises globais do CPTEC/INPE. Esse procedimento tem sido utilizado em outras ocasiões (campanha intensiva realizada em Rondônia) e pode ser visto em Silva Dias et al (2000).


     O procedimento de calibração das simulações numéricas com os dados observados é feita a partir de ajuste de parâmetros do modelo de solo-vegetação para uma reprodução da evolução diurna da camada de mistura e da formação e cobertura em área de cumulus rasos. As trajetórias definidas a partir das simulações numéricas (veja procedimento em Freitas et al., 1996) serão utilizadas para interpretar medidas de gases traço.

 

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2. Objetivos e Metas